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Mesa de Mistura
sábado, outubro 13, 2007
 
OS UIVOS DO COYOTE
mudaram de hora. Deixaram de me acompanhar nos finais dos dias (in)úteis para passarem para Domingo das 19H às 21H como sempre na Antena 3. Pedro Costa mostra a música americana inóspita e poeirenta com Bill Callahan, Bonnie "Prince" Billy, Marissa Nadler, Ryan Adams, Aimee Mann e Elliott Smith a mudarem de dia e horário. Eu preferia o horário antigo, o vício diário depois do jantar. É a única coisa que me desagrada na nova grelha da Antena 3 que de resto está óptima. Long Live Coyote.
Vitor Sedução
quinta-feira, janeiro 04, 2007
 

FACTORY RECORDS The Complete Graphic Album de Matthew Robertson é uma antologia gráfica que acompanha todo o percuso da Factory e de todos os objectos editados e produzidos pela casa de Manchester. Na sua essência é uma compilação das capas e embalagens dos diversos suportes de som, cartazes, folhetos, postais de natal e até estacionária com pequenos comentários sobre o(s) criador(es) e conceitos inerentes. A informação é centrada no grafismo com algumas referências à música e respectiva contextualização no tempo. Creio que é, por isso, um produto incompleto. Ninguém adquire um produto com o prefixo FAC sem esperar uma experiência musical. Para um melómano que gosta de grafismo é um bom livro. Para um gráfico é muito bom. Para um melómano, solo, é um livro que vale enquanto documento de coleccionismo e pouco mais. É um livro bonito e bem organizado e acaba por ser uma ode a Peter Saville, jóia da coroa do naipe de criativos da Factory. Ao folhear o livro concluímos facilmente que há capas que há 20 anos eram tão frescas como se saíssem amanhã e outras que "naquele tempo é que eram". Saville estava (está) a anos-luz da concorrência. O meu livro é de edição francesa (o que me dificultou a leitura) e foi adquirido numa livraria/bar em Paris que também vendia livros pequeninos que fazem animação ao folhear (cine de dedo). Paris numa viagem com os amigos transforma qualquer compra em objecto sentimental, mas comigo o caso é mais grave: o vício pela etiqueta Factory fez com que adquirisse o livro em 3 fases: entrar-comprar-sair. E é a esses viciados que o livro é dirigido.
VH

domingo, dezembro 17, 2006
 
A CIÊNCIA DOS SONHOS
Produções europeias vêem-se no King. É o último filme de Michel Gondry com Gael Garcia Bernal e Charlotte Gainsbourg. Bernal muito bem, Charlotte mezzo mezzo: não aprecio aquele visual "levantei-me nem há 4 minutos". Mas vamos ao que interessa: quem, como eu, ficava deliciado a ver as animações do mestre Granja deve ir ver este filme. Toda a ambiência nos remete para as gavetas mais recônditas da nossa imaginação. Não quero (nem sei) entrar nas discussões da "ausência da estrutura narrativa" e mariquices afins: eu adorei o filme porque me fez sentir bem do início ao fim. Ora embevecido, ora divertido. E ainda por cima no King, que é uma sala escondida. Ver um filme destes no King é como ler debaixo dos cobertores com uma lanterna. Sabem do que falo?
VH
quinta-feira, dezembro 07, 2006
 

THE DEPARTED - ENTRE INIMIGOS

Scorsese volta a casa. Volta a filmar gangsters, que desta vez não são italianos mas sim irlandeses. Polícias infiltrados, polícias que jogam duplo, polícias irascíveis... Grandes actores e grandes desempenhos: Matt Damon, Martin Sheen, Alec Baldwin e Mark Wahlberg são bófias durões (os estereotipos sabem-nos sempre tão bem) e, por muito que me custe admiti-lo, Di Caprio está mesmo a seguir as pisadas dos gigantes (neste filme entra Jack Nicholson) e já é tido como o novo De Niro. É o novo benjamim de Sorsese (já filmou antes com Marty e está outro filme na forja) e até no apelido italiano teve sorte. Daqui a 20 anos saberemos, até porque a escolha de filmes no início visível da carreira não é propriamente cuidada (Titanic?!). Quanto ao The Departed: esse sim, é um clássico instantâneo. E com boa música a acompanhar.
VH
sábado, dezembro 02, 2006
 
UM BOND QUE DIZ AMO-TE


Casino Royale é um bom filme de James Bond. E Craig vai bem, embora fique aquém daquilo que idealizei para o personagem (iconograficamente falando o melhor Bond é Pierce Brosnan). O filme tem inúmeras referências de charme e dolce vita, à boa maneira de 007. Algumas surpresas (como um Bond a pedir um Mount Gay em vez de vodka - Martini) e mais violência do que estamos habituados. Tudo faz sentido quando nos lembramos que Casino Royale é inspirado na primeira obra de Ian Fleming sobre o agente secreto e tudo faz parte do processo de construção da identidade da personagem. Boa acção, de barba rija, uma sequência de abertura fantástica como sempre mas original como nunca, uma Bond Girl que morre cedo demais, uma Bond Girl pouco convencional que derrete o coração do discípulo de M, Aston Martin e relógio Omega. Quem é fã de Bond vai gostar. Principalmente do humor finíssimo que veste smoking.
Este filme trouxe ainda uma discussão hilariante sobre a possibilidade de Bond vir a ser interpretado por um negro (Puff Daddy acha-se adequado ao papel). Acho uma óptima ideia. Nesse dia deverão estrear ainda os filmes Shaft, com Tom Selleck no papel do famoso polícia negro, e A Cabana do Pai Tomás com Joaquim de Almeida, obviamente no papel de Pai Tomás.
VH

quarta-feira, novembro 29, 2006
 
"os poetas" - entre nós e as palavras


Ensemble português criado para celebrar a poesia e os nossos poetas contemporâneos. Poemas de Al Berto, Mário Cesariny, António Franco Alexandre, Herberto Helder e Luiza Neto Jorge musicados por Margarida Araújo, Rodrigo Leão, Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro. Confesso, desde já, a minha ignorância: comprei o disco porque, no dia da morte de Cesariny (mestre) o Henrique Amaro (auspicioso aspirante) passou o tema [HÁ UMA HORA, HÁ UMA HORA CERTA] desse disco. Fiquei inebriado e corri à loja à procura do álbum, para depois o ouvir incessantemente. Claro que aqui há o à priori da morte do Cesariny que enaltece os temas por ele falados (cantados?). No entanto o disco, que foi feito antes de quaisquer à prioris, vale per si como registo magnífico do génio de poetas e músicos. Podia chamar-se "OS MÚSICOS" e ser uma homenagem dos poetas aos músicos mas desta vez saíu assim. Cesariny recita PASTELARIA ou YOU ARE WELCOME TO ELSINORE sem música e tudo faz sentido: este disco é, verdadeiramente, um álbum. E dos bons.

Vitor Sedução
o heterónimo do artista que, tendo queda para muita coisa, não tem onde cair morto

 
AGORA É QUE É!
Depois da ameaça (fogacho) que foi o último post regressamos agora, de vez, às emissões regulares.
Restabelecido o contacto com o mundo (do qual, felizmente, não tenho andado arredado) a Mesa de Mistura vai voltar às opiniões de cinema, música, eventos e tudo o resto que tempera a vida.
Bem vindos de volta!
VH
sexta-feira, junho 16, 2006
 
O INTERREGNO acabou.

Vamos voltar à estrada.
Novos posts brevemente: Crónica duma Festa dos 80's em Lisboa / Re-ouvindo Heavy Metal dos 90's / Últimas Aquisições (vídeo e música, ou como diria o Mestre, Sound and Vision).
Stay tuned.

VH

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